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 Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4

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Peter_Inc
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MensagemAssunto: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Qui Dez 18, 2008 3:29 pm

Título: Elemental Dream
Fandom: NONE
Tipo: Por capítulos
Género(s): Romance, Drama, Angst e mais outros
Pairing: Não vou spoilar
Classificação: PG-13 a PG-17 (Depende de que lê)
Aviso: Muita coisa psicótica e linguagem meio-excessiva/sugestiva (não me perguntem como..)

Banda Sonora (Feita por Mim! biggrin )



Prólogo

O mundo divide-se em dois lados: o que sabe, e o que não sabe. Não era tão simples saber, ou deixar de saber. Tudo envolvia sangue e destruição continua. Mas isto apenas aconteceria, se a razão pela qual os dois vivessem fosse semelhante.
Os que não sabem têm uma curta e dolorosa vida. Os que sabem, têm uma quase infinita e muito dolorosa vida. Então, por mais que reflictam os factos, os dois lados permanecem confusos e nunca escolherão. Essa é a realidade.

Os que sabem intitularam-se Controladores, e os outros Humanos.
Sendo os Humanas inconsciente do instável mundo que os rodeia, são incapazes de tomar, por vezes, as melhores das decisões. Cabe aos Controladores, o trabalho constante da manutenção do Universo.
Cada elemento foi premiado de um Humano que se tornou conhecedor dos perigos omnipresentes do Universo e que se tornou quase imortal.
Fogo, Água, Vento, Natureza e Energia materializaram-se naqueles que seriam o balanço entre tudo.

Mas, para seu azar, os Humanos eram mais instáveis do que qualquer perigo que os cinco controladores alguma vez enfrentaram.
Ao grupo juntaram-se, finalmente, a Morte e a Vida, que, até àquele momento, pensavam não ser necessários materializados.

Eram, sem dúvida, os mais poderosos elementos pois, embora minimamente, controlavam a inconsciente sede de caos dos Humanos.

Não podemos dizer que se originara paz, ou coisa parecida, mas podemos dizer que a situação caótica melhorara para uma certa neutralidade.


Prólogo de Personagens:

Morte: Turner
Vida: Eystar
Energia: Sayron
Natureza: Reya
Fogo: Walter
Água: Ariana
Vento: Seymor


Capítulo 1

Já tinham passado seis dias desde que Eystar e Turner tinham partido sem dar resposta e sem razão. O Mundo, a Terra, ainda não sofria consequências por esse repentino desaparecimento.
Mas a sua ausência preocupara todos os Controladores.

Ariana ansiava a chegada de Turner, pois o seu frágil coração não aguentava tão vil partida e embora ele não soubesse dessa dor, esta mantinha-se tão presistente como qualquer outra. Uma agulha afiada e longa que, sem parar, penetrava lenta e dolorosamente pela sua pele.
Desde o primeiro dia em que os seus dois amigos, mas especialmente Turner, desapareceram, Ariana tem pedido a Turner para utilizar os seus poderes para encontra-los, porque ele controla a Internet em 100%.

Agora, ao final de seis dias, é que todos os controladores se começavam a questionar sobre o paradeiro dos seus preciosos colegas.

- Sim, é verdade - comentava Walter, sentado numa poltrona a ler um grosso livro - que eles gostam muito de deambular por aí, sozinhos...

- Sabe-se lá a fazer o quê!! - diz Reya com um sorriso perverso. Ariana cora e fica um pouco amuada.

Todos vivam numa grande vivenda, ou mais bem dizendo, um castelo, e estavam já habituados a uma grande proximidade. Vivam juntos à mais de um século, e mesmo assim, achavam-se a descobrir coisas novas sobre si todos os dias.
O seu passado continua mistério. E por mais que tentem procurar, mais dúvidas terão.

- Eu.. Eu continuo a achar que os devíamos procurar - sussurrou Ariana.

- O quê?! Fala mais alto rapariga! Parece que estás a falar para as formigas! - Reya sempre teve uma atitude muito positiva e os seus olhos castanhos-mel aqueciam qualquer coração frio e alma fraca. Ariana, pelo contrario, inspira timidez, embora os seus perfeitos olhos azuis cativem todos.

- Alguém estava à espera de correio? - Sayron aparece na sala, semi-iluminada. Estava a fazer trovoada. O seu dia favorito. O seu elemento pairava no ar, e o seu sorriso acompanhava o estrondo dos trovões.

Ninguém respondeu.

- Bom, então vou abrir. - abre cuidadosamente a carta, e começa a ler em voz alta:

"Caros Controladores,

Venho por este meio dar-lhes a agridoce notícia que os vossos amigos Turner e Eystar, mais conhecidos como os Controladores das forças naturais da Morte e da Vida, morreram.
Temo que tenho de dizer que o vosso mundo e universo terminará em caos, e o meu começará.
Foi bom mandar-lhes esta carta.

Os melhores cumprimentos,
Void"



____________________________



Espero que gostem desde bittersweet suspense.



Kisses*


Última edição por Peter_Inc em Dom Jan 04, 2009 1:17 pm, editado 7 vez(es)
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Mollie
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Qui Dez 18, 2008 3:41 pm

Peter_Inc escreveu:

"Caros Controladores,

Venho por este meio dar-lhes a agridoce notícia que os vossos amigos Turner e Eystar, mais conhecidos como os Controladores das forças naturais da Morte e da Vida, morreram.
Temo que tenho de dizer que o vosso mundo e universo terminará em caos, e o meu começará.
Foi bom mandar-lhes esta carta.

Os melhores cumprimentos,
Void"


De facto uma carta agridoce xD
Com comunicados desses mais vale deixar de vizitar a caixa de correio...

Hmm... morreram... Algo me diz que não.

Gostei muito! aguardo o proximo capitulo!
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Qui Dez 18, 2008 4:14 pm

Oh Peter, nunca li uma história deste género, mas estou, sem dúvida, a adorar! excited A tua maneira de escrever é simples o que se torna numa bem-valia para a tua grande imaginação. (: A primeira vez que li essa carta que escreveste, foi no post da Mollie e, como ainda não tinha lido o capítulo, ri-me. Mas agora que li, puxaa, é um bocado triste, lawl. Mas opááá, posta depressa, rapaz, tu tens um grande jeitinho nisso ; ) **
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Qui Dez 18, 2008 4:29 pm

    Wow adorei este prólogo! Gostei da tua imaginação ao personificares os elementos, lembrou-me imenso Good Omens, um livro que adorei (LOL não tem nada a ver mas pronto). Fico à espera do próximo capítulo aww
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Sex Dez 19, 2008 9:09 am

O universo parece bastante interessante, e estou curioso de ver as capacidades, funções e história dos Controladores.

O prólogo estabeleceu o universo de maneira eficaz e dá o tom da história, mas tenho uma dúvida: Os Controladores consideram-se desumanos?

Citação :
Os que sabem intitularam-se Controladores, e os outros Humanos.
Esta frase sugere que ser Controlador ou Humano é mutuamente exclusivo. Na realidade, os Humanos são simplesmente pessoas que nem sequer conhecem a existência dos Controladores, e portanto não se podem dar um nome particular que exclua os Controladores. São os próprios Controladores que definem as categorias: Eles chamam-se a si próprios Controladores, e decidiram chamar as outras pessoas Humanos porque já não se consideram a si próprios humanos? Porque não lhes chamar Mortais?

Citação :
Sayron aparece na sala, semi-iluminada. Estava a fazer trovoada. O seu dia favorito. O seu elemento pairava no ar, e o seu sorriso acompanhava o estrondo dos trovões.

Gosto da maneira como ligaste o personagem ao seu elemento. Isso será muito importante, tendo em conta o grande número de personagens que introduziste. Penso que se o vocabulário, imagens, carácter e actos de cada personagem produzem evocações dos seus respectivos elementos, será muito mais fácil integrar cada personagem, em vez de ter de memorizar a lista do prólogo.
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Peter_Inc
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Sex Dez 19, 2008 11:18 am

Os Controladores e Humanos foram distinguidos dessa maneira, devido a uma certa qualidade que vai ser referida mais à frente. Mas ainda bem que notaste.

Eu poderia ter chamado mortais, mas achei que humanos ainda criaria mais proximidade.

Mas, mesmo assim, mais à frente explicarei (vou dizer só esta parte) que os Humanos já tiveram o conhecimento da existencia dos Controladores. Isso é só um cheirinho! tongue

Obrigado por gostares!

E obrigado a todos por gostarem!

Kisses*
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Maggie Black
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Sex Dez 19, 2008 11:32 am

Gostei muito do prologo e do primeiro capitulo e acho uma ideia fantastica eles serem a personificaçao dos elementos!

Mal posso esperar por ler mais um capitulo ^^

Maggie Back
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Peter_Inc
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MensagemAssunto: Capítulo 2   Seg Dez 22, 2008 9:17 am

Capítulo 2





-Void?! – gritou Seymor – Mas quem é que pensa que ele é?

A trovoada soava mais forte e começava a bater na grande janela da sala uma poderosa rajada de vento.

- Não te excites muito Seymor! Já chega a rajada, não queremos um furacão! – declara muito irritada Reya enquanto pega numa chávena de chá. Seymor controlava o vento através das suas mudanças de humor. Era necessário mantê-lo calmo, para ver se tudo o que vivia não ia flutuar para o espaço.

- Ia tudo tão calmo – Walter levanta-se e acende com as suas mãos duas velas aromáticas de frutos silvestres, o seu cheiro preferido – ou pelo menos, relativamente calmo, e tinha de vir este louco!

- Mas... Mas o que é nós vamos fazer?! Não havendo Morte, nem Vida... – afirmou Ariana, que observava preocupada a trovoada.

- Não haverá morte e vida – continuou Reya, que permanecia com a chávena de chá na mão, que fumegava lentamente – logo todos viverão para sempre, e ninguém nascerá. Será o caos.

E seria o caos. Se pensamos que a imortalidade universal traria paz, estamos muito enganados. Primeiro, traria guerras entre os Humanos e Elementos. Segundo, não havendo morte e sendo a imortalidade garantida, todos se fartarão do Universo em que vivem e acabaram por ser como o Tempo: Constante, mas invisível e presente. Terceiro, sem Vida não haverá novas almas no Universo e tudo se tornará monótono e aborrecido.
Finalmente, com essa nova personagem, Void, a querer destruir a criação mais complicada de sempre.

Passou dois dias e já se ouvia notícias assaz perturbadoras:

“[...] Médicos de todo o mundo reportam que o número de bebés nestes dois dias, diminuiu 100%. Estes são números recorde e preocupantes para o sobrevivência do país. Noutra história relacionada, também médicos de todo o mundo reportam casos de sobrevivência à morte incríveis. Um dos exemplos é de um homem que se encontra vivo à mais de 24 horas sem possuir coração [...]”.

- Isto está a ir de mal para pior – comentava e imaginava Walter – e daqui a mais dois dias, veremos pessoas a saltar de arranha-céus para pôr no youtube. Que horrível invenção!

- Não digas isso! – Sayron ainda recuperava da maravilhosa noite de à dois dias atrás, mas mantinha-se atento às conversas dos seus amigos – se não fosse o youtube, como é que o Turner controlava aquelas tentativas de suicídio?!

- Agora não vai fazer muito, se o Turner está morto!

- Não digas uma coisa dessas!

O desaparecimento e morte dos seus amigos Turner e Eystar causara distúrbios no grupo que se começava a separar, como antes.
Foi necessário, no passado, a vinda dos dois Controladores para acalmar os conflitos entre os restantes elementos. Tudo começava a desmoronar-se, peça a peça...
Mas aquela carta, não fora a última Void, viriam outras, muitas mais, que brincariam com os sentimentos do grupo.

“Olá, meus amigos do peito,

Espero que estejam a gostar do terror que criei. Em meras horas o mundo entrará em desordem e então tomá-lo-ei como meu.
E os vossos amigos... bom, posso dizer que as formigas africanas adoraram tão quase imortais pedaços de carne. Só restam os seus ossos.
Frágeis ossos que estão numa caixa, em cima da minha secretária. A gritarem. A pedirem que lhes dêem finalmente paz.
Darei notícias. Acho que vão crer voltar ouvir de mim.

Void”

- O que é que ele disse que fez com eles?! – Ariana ficava cada vez mais exaltada e o seu tom de voz aumentava à medida que a sua expressão facial mudava de pura timidez a um vil esgar de vingança.

Os piores sentimentos rodeavam aquela casa. Poderia começar uma guerra, só ali. Era só preciso um levantar-se e dar uma facada a alguém. Era tão simples, que, infelizmente, naquele momento, encontrava-se uma em cima da mesa. Ninguém morreria com facadas, mas seria o suficiente.
De todos os Controladores da presentes naquela sala, ninguém estaria melhor armado do que Reya. Dispõe armas em quase todas as partes do seu corpo. Mas como tem um sentido ligeiramente rústico estava apenas abastecida com espadas, punhais e todos os primos da antiguidade que os acompanham.
Em contraste, Sayron é apaixonado por armas mais modernas e todas as tecnologias que consiga ligar a isso.
A tensão instalava-se.

Um telemóvel começa a vibrar em cima de uma prateleira.
- Ninguém vai atender? – perguntou Sayron. Ninguém respondeu.
Pega no telemóvel e atende.

- Estou?

- [...] Sayron, é o Turner!

- Turner?! Tu e a Eystar estão bem?!

- [...] Sim – a voz de Turner era ofegante – por enquanto [...]

- Onde estão?

Já todos rodeavam Sayron à procura de um lugar para ouvir a conversa. Ariana parecia aliviada e Walter ficava cada vez mais impaciente.

- [...] Não sabemos ao todo. Um homem, que se intitula de Void, fechou-nos numa cave, muito bem protegida. Mas não só bem protegida fisicamente, como também tem muita energia elementar. Este homem não é de confiar. Cuidado. Nós não podemos fazer mais nada daqui. Só teremos mais uma oportunidade para falar, e, quando o tempo for certo, dir-vos-ei quem serão os nossos sucessores. Não aguentaremos muito mais tempo aqui fechados. Não acreditem em tudo o que ele vos diz. Não se deixem manipular.
Adeus, e boa sorte... [...].

Desliga sem dizer mais nada.

Silencio.



_____

Desculpem ter feito este pequeno erro!!

Mas juro não errar novamente!

biggrin
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Ter Dez 23, 2008 12:13 pm

Capítulo 3





- Adeus, e boa sorte?! – Gritou irada Reya – Mas ele ainda não percebeu que o mundo acaba de entrar em crise!

- Mas o facto de eles estarem vivos – retorquiu Walter que voltava a sentar-se na poltrona, agora atento aos seus confusos amigos – não seria o suficiente para pôr o mundo de volta?

De facto, Walter tinha razão. O Mundo só perderia as suas forças naturais, se os respectivos Controladores tivessem sido verdadeiramente mortos. Mas não estavam.

- Mas quem é que está a ludibriar as leis naturais tão bem, que dão como mortos o Turner e a Eystar? – Sayron dirige-se ao seu computador, e começa a procurar nas suas gigantes pastas de informação sobre os seus passados. Informações incompletas e inconclusivas, que deixam todos com ainda mais perguntas.

Todos tinham nascido em lugar desconhecidos e criados por um homem que nunca chegaram a realmente conhecer. Nem o seu nome sabiam.

Não conheciam, pensavam eles, mais nenhum elemento existente. Não existe histórias concretas à cerca da sua razão de viver, há apenas antigas lendas.

- Mas – Ariana interrompe o raciocínio de todos – não podemos ao menos procurá-los?

- Sim – afirma Reya – acho que é a melhor opção. Para ver se não é hoje que morremos.

- Eu discordo – Walter levanta-se e caminha lentamente na direcção de Reya – ir atrás deles seria suicídio. O próprio Turner disse que escolheria o substituto e tudo voltaria ao normal!

- Lá vamos nós outra vez! – sussurrou Seymor para Sayron – chama-me quando isto acabar.

Abre a janela, entra na varanda e materializa-se numa rajada de vento que o leva com as poucas nuvens que sobrevoavam o vermelho e elegante pôr do sol.

Seymor fugia da estridente e comum discussão entre Walter e Reya. Estes dois controladores sempre se chocaram um com o outro. São ambos os Controladores mais velhos, ou pelos menos, de aparência, e se excluirmos Turner e Eystar, são eles que tomam as mais importantes decisões.

Têm pontos de vista e de abordagem diferentes e não cedem enquanto o que disserem seja aceite.

No meio da gritaria, Reya virou-se para Sayron e com os olhos mais abertos que nunca, perguntou-lhe:

- E tu, Sayron, que tens a dizer sobre a decisão?

Toda a pressão caiu, naquele momento, sobre Sayron, que, felizmente, quase nunca se deixou ir abaixo por estas questões triviais.

- Eu digo que esperemos...

- Toma! – vociferou em vitória Walter.

- Esperemos – prosseguiu Sayron, confiante – até amanhã, para vermos o estado do balanço. Dependendo da gravidade da destabilização decidiremos avançar ou não. Temos de nos lembrar, que embora eles sejam nossos amigos, não podemos arriscar acabar tudo. Fazemos um pouco de ambos.

- E tu, Ariana – perguntou Reya, como último recurso – que achas?

- Eu concordo com o Sayron – responde num tom taciturno – embora quanto mais depressa agirmos, melhor.

Não existe tempestade igual à que se presenciava naquela sala. Seriam decisões cruciais para o futuro de tudo, mas que mexeriam na pergunta mais delicada: “Após todos os anos que conviveram juntos, és capaz de arriscar a tua vida para salvar a de Turner e Eystar?”.

Sayron saiu da sala, para ir avisar Seymor que os ares tinham ligeiramente acalmado, porque os ares que ele expirava, exaltados, não eram bons para levar para uma discussão.

- Eu vou-me deitar – declara Walter – quero estar de ideias frescas amanhã de manhã.

- Eu também – Reya sai disparada para o seu quarto.

*** (Noutro Lugar) ***


Toda ela era feita de pedra. Não existia saída, nem entrada visível, mas ele conseguia entrar. Tinham esgotado todas as suas forças a tentar sair dali. As paredes eram impossivelmente infindáveis, e as barreiras que as circundavam eram demasiado poderosas para um mero Humano.

- Se estivesse frio, fazíamos disto um bom filme de terror.

- Fazíamos um bom filme de terror, se não houvesse rede para o telemóvel.

Estavam deitados no chão, porque a parede era muito dura e irregular. Pensavam no presente e no futuro. No seu provável desaparecimento.

Experimentavam imaginar-se em casa, mas o vazio incompreensível à sua volta deixava-lhes tão perplexos que concentrar era uma tarefa dolorosa.

- Sabes, eu sei exactamente como será, quando desaparecer. Familiarizo-me com esse facto à anos. Mas mesmo assim, há algo em deixar de existir neste corpo que me continua a assustar. Tanto...
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Ter Dez 23, 2008 2:17 pm

    Estou ansiosa para saber a decisão deles, posta o próximo capítulo plzzz!! panda19
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moonie
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Ter Dez 23, 2008 4:09 pm

Li agora! E quero que postes mais!
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Sex Jan 02, 2009 9:55 am

Capítulo 4

Acordaram cedo. Como sempre.
Esperaram que todos os elementos da casa conseguissem abrir decentemente os olhos.
Tomaram o pequeno-almoço na varanda. O tempo reservara-lhes um bom acordar, para um dia tão tormentoso.

Não se ouviu uma única palavra à mesa. A última vez que se ouvira um riso na mansão, foi ainda na altura em que Turner discutia com Eystar sobre o que haviam de fazer para terminar de vez o caos do mundo. Eram fulcral ligação entre a separada família.

Não leram jornais, nem revistas. Não ligaram a televisão.

Preparavam, alguns, argumentos infalíveis – na sua mente – para deitar o seu oponente abaixo. Não queriam saber das consequências que traria à instabilidade debaixo daquele telhado.

- Terminaram? – perguntou Ariana, que preparava-se para levantar a mesa.

Todos acenaram positivamente, e Ariana, literalmente, levantou a mesa no leve, mas potente jacto de água, que a leva para uma garagem.

- As aranhas que limpem – concluiu Reya.

Turner, para bem das actividades domesticas da casa, tinha arranjado muitos criados sempre disponíveis. Pegou um dia nesses criados e transformou-os em aranhas. À sua acção, que podemos considerar um pouco errada, comentou que “[…] como estão em aranhas, será mais fácil satisfazer todas as suas necessidades, e a casa não rebentará de pessoal.”

Tanto a Vida como a Morte tiveram sempre dificuldades em compreender os pensamentos humanos. Eles consideravam imorais os Humanos tentarem matar-se uns aos outros para descobrirem algo que está fora do seu alcance, enquanto humanos.

São um “casal” estranho, que fica sempre na memória como pessoas, ou seja lá o que são, bondosas – à sua maneira – e que, sem dúvida, sabem aquilo que dizem. Dignos de respeito e admiração.

- Agora finalmente – declarou Walter – vamos saber como está este mundo.

Levantaram-se das suas cadeiras e dirigiram-se à sala com televisão mais próxima.
Sentaram-se.
Sayron pega no comando e liga, para se deparar logo com as notícias matinais.

“[…] embora os estranhos casos de vida e morte tenho diminuído, cerca de metade da população mundial sente os efeitos deste peculiar abalo nas leis naturais. Diversos cultos religiosos atrevem-se a dizer que este é o fim do mundo como o conhecemos. Outros, dizem ser castigo, pelas guerras e males que nós, humanos, causámos. Outros, uma bênção.
De uma coisa podemos estar certos: estamos perante o caos.”

- A gravidade da situação decresceu – diz triufante Reya – vamos procura-los.

- Não – comenta Walter – a situação continua a ser muito grave. Sair seria muito perigoso.
- Olhem, – avisa Seymor – esta discussão já me está a chatear bastante. E sabem o que é que eu digo sobre isto? Não devemos procura-los.

- Está a ver?! – grita irado Walter.

- DEIXEM-ME ACABAR! – Os cabelos longos de Seymor começaram a elevar-se. Os objectos da sala levitaram ao som de um ruidoso tornado que se formava à volta dele. Os seus olhos esbranquiçavam e a sua mente perdia o controlo.

- Continua Seymor – vociferou Sayron ao agarrar-lhe numa das suas mangas. Dá-lhe um pequeno choque, que lhe faz voltar à realidade.
Ele recompõe-se a si e à desarrumada sala, e agradece (mais uma vez) a Sayron.

Sayron e Seymor são aquilo que podemos chamar “os melhores amigos”.
Ambos sentem um pelo outro uma grande amizade (ou coisa assim). Ajudam-se desde se conhecem. Dizem-se parte da mesma tempestade. São elementos que se combinam numa força letal, tal como Turner e Eystar.
Sayron é o único que consegue acalmar a turbulência de Seymor sem sair com danos. Confidênciam um com o outro, tal como Turner e Eystar, discutem amigavelmente sobre tudo, tal como Turner e Eystar, mas não são tão inseparáveis, como Turner e Eystar.

- Estava a dizer para não os seguirmos, mas sim encontrar esse Void. Se o conseguirmos destruir, não só salvamos a Terra e os Humanos, como o Turner e a Eystar podem sair livres de onde estão. Que acham?

Todos concordaram. Na cabeça de cada continuava uma melhor solução – na sua opinião – mas viram que essa era a única maneira para atingir a unanimidade.

- Dividimo-nos em dois grupos: um procura o lugar onde os nossos colegas estão presos; e o outro procura o paradeiro desse Void.

- Mas tu acabaste de dizer que não os procurávamos – relembrou surpreendido Walter.

- Sim – explicou – Mas se porventura encontrarmos primeiro o local onde se encontram eles os dois, não teríamos uma vantagem nas nossas mãos? Não mandaremos todas as nossas forças para procurá-los, mas acho importante ter mais reforços para combater este louco que anda à solta.

- Hum… ok.

- Já que somos cinco – Reya, que tinha passado maioria do tempo a ouvir, decidiu agora tomar o comando – os grupos vão ser desiguais. No grupo que procurará Void estarei eu e o Walter, pois representamos uma força mais bruta e controlável. No outro grupo, serão a Ariana, o Sayron e o Seymor. Compreendido? Vamos.

Os dois grupos separam-se por duas portas diferentes, que os levariam para caminhos e rumos diferentes.

À saída…

- Seymor… - sussurra Ariana.

- O quê?

- Obrigado.
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Mary Ann.
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   Sab Jan 03, 2009 7:34 am

well, nunca tinha lido uma história assim.
but adorei. aww está mesmo bem escrita.

quero o próximo chapter. *w*
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MensagemAssunto: Re: Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4   

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Elemental Dream - Prólogo + Capítulo 1 a 4
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