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 Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me

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miahagen
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MensagemAssunto: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   Sab Fev 14, 2009 3:34 pm

Título: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me
Fandom: Tokio Hotel
Tipo: mini-fic
Gênero(s): twincest, violência
Pairing(s): Tom/Bill
Classificação: PG-16
Avisos: poderá ter conteúdo bizarro.
Sumário: 4 pessoas. Cada uma deles esconde um segredo.
Disclaimer: Blah blah blah os Tokio Hotel não sao meus blah blah blah!

Hold Me


Billl estava no seu quarto deitado. A contemplar o maravilhoso tecto do hotel de cinco de estrelas em que ele estava hospedado. O barulho do concerto que tinha acabado de dar ainda ecoava nos seus ouvidos. As roupas do concerto estavam quase coladas ao corpo. Mas, mesmo assim não havia nada que o fizesse levantar. Ele estava demasiado cansado. Ao longe ele ouvia alguns berros, provavelmente de algumas fãs que estavam acampadas à porta do hotel.
Os olhos dele fecharam-se e ele estava quase a adormecer. No entanto, alguém bateu á porta. Da boca dele saiu um grunhido. A pessoa que estava fora do quarto voltou a bater. Com grande relutância, Bill levantou-se arrastando-se até à porta do quarto.
- Estou sem paciência para ti, agora... – ele comentou assim que viu a figura do irmão.
- Eu disse-te que vinha... porque é que estás tão surpreso!? – Tom respondeu, esfregando o nariz no pescoço de Bill e inalando a sua essência – Precisas de tomar banho!
Bill revirou os olhos.
- Faço isso amanhã... – ele dizia enquanto se dirigia para a casa-de-banho e apanhava o cabelo – Estou demasiado cansado para ti hoje! – o fofo algodão embebido em desmaquilhante passava agora pela sua cara retirando os vestígios da maquilhagem.
- Pareces a mãe a falar! “Gordon, estou demasiado cansada hoje!” – Tom ria-se enquanto imitava Simone, descalçava os ténis e tirava o boné.
- Ah! Então agora sou a mãe?! – Bill inquiriu soltando o cabelo negro.
Tom parou de rir, olhando muito sério para ele. Aproximou-se do outro rapaz e puxou-o para ele pela cintura.
- Tu és o Bill... – ele disse desviando uma madeixa do cabelo negro da cara de Bill – Tu és... apenas o Bill... – Tom acabou beijando devagar e lentamente o pescoço do irmão. Bill respirou fundo. Tom sabia sempre os seus pontos fracos e quanto mais ele se aproximava da sua orelha, mais Bill sentia o coração a bater muito mais depressa e os pequenos cabelos do pescoço a eriçarem-se. Os seus braços colaram-se ao pescoço de Tom e as suas pernas subiram para a cintura do irmão. Tom começou a tirar a camisola a Bill, mas com a pressa, um dos braços dele bateu num pequeno espelho que se encontrava em cima de uma cómoda. O barulho do espelho a cair ouviu-se no quarto. Ambos os rapazes olharem para os estilhaços de vidro no chão.
- Isso são sete anos de azar, sabes? – Bill murmurou para a boca semi-aberta do irmão.
- Eu não acredito muito em azar... Devíamos mandar uma empregada vir limpar isto. Alguém se pode aleijar! – Tom comentou, ainda olhando curioso para o seu próprio reflexo num pedaço do espelho partido.
- Agora? – O rapaz de cabelo negro murmurou provocador na orelha do outro.
Os olhos castanhos de Tom encontraram os olhos castanhos de Bill, e o rapaz loiro sorriu.
- Pensei que estivesses cansado... – Tom respondeu, sorrindo.
- Agora já não! – O beijo que ambos trocaram foi de cortar a respiração. Os dois formavam um só. Ninguém mais parecia perceber o amor que eles os dois sentiam um pelo o outro. Sempre lhes pareceu fácil mentir a respeito da relação deles, embora algumas vezes fosse díficil resistir. As noites eram passadas no quarto um do outro. Quando eles estavam em tour e tinham que viajar no apertado tourbus, esperavam que todos adormecessem e por vezes, Tom saltava para a cama do irmão onde dormia enroscado em Bill até ouvir os primeiros passos de alguém a acordar. Eles eram felizes os dois. Não precisavam de mais ninguém.
A língua de Tom passava agora pelo peito de Bill que conjugada com o frio piercing, dava-lhe pequenos arrepios. Parecia-lhe a ele, que o irmão mais velho tinha um qualquer brilho em que Bill nunca tinha reparado. “Ele só brilha para mim!”, Bill pensou perdido naquela luxúria. O irmão era tudo para ele. Não havia mais ninguém no mundo com quem ele se importasse tanto como Tom. Era por isso que mentir era tão importante, para os dois.
A boca de Tom estava agora concentrada no duro pénis de Bill. Os espasmos do orgasmo começavam a percorrer-lhe o corpo e pequenos gosta de suor desciam do seu pescoço. A unhas perfeitamente manicuradas de Bill agarravam o lençol do hotel com força. Uma das mãos de Tom agarrava uma das mãos de Bill. Os dois eram um e nada os podia separar.
Bill adormeceu com a cabeça no tronco de Tom. O queixo de Tom estava suspenso sobre a cabeça do irmão. As mãos dos gémeos estavam agarrados uma há outra.

~**~


Bill acordou com uma luz a bater-lhe nos olhos. O reflexo do sol batia nos vidros ensanguentados espalhados pelo quarto. Tom já não estava na cama, mas a porta do quarto de Bill estava entreaberta. Ele tinha os olhos postos nos vidros no chão quando saiu na cama, não querendo pisar nenhum. Encontrou os boxers a um canto do quarto e vestiu-os apressadamente, assim como uma t-shirt abandonada de Tom, que o irmão tinha vestido no dia anterior.
Algo de mau tinha acontecido. Ele sabia. Ou melhor, ele sentia que algo mau tinha acontecido. A porta entreaberta fazia Bill pensar num futuro que ele não queria encarar e a luz fraca do corredor do hotel que entrava por ela fazia-lhe recordar aqueles filmes de terror em que a vítima encara o assassino assim que abre a porta.
Com cuidado, percorreu a distância que o separava da porta. Quase a tremer, ele respirou fundo ganhando coragem para abrir a porta na sua totalidade.
Quando ele o fez, ele gritou como nunca tinha gritado antes.
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MensagemAssunto: Re: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   Sab Fev 14, 2009 3:34 pm

Thrill Me

Georg não conseguia dormir. Depois de alguém lhe ter feito uma oral... já nem sequer lhe interessava se tinha sido um rapaz ou uma rapariga... Ele ia quase adormecendo de toda a forma!
Ele estava na cama, de olhos bem fechados virando-se de um lado para o outro a tentar dormir. Ele ouviu alguém a andar, fora do seu quarto. “Estúpido do Tom! O raio do miúdo não sabe andar como deve ser!”, Georg barafustou em pensamento. Ele estava zangado com Tom, por ele nunca ter percebido a maneira como ele se sentia em relação a ele. Ele estava especialmente zangado com a relação que Tom tinha com Bill. Os gémeos sempre lhe tinham parecido intensamente ligados. E ele tinha ciúmes daquela ligação especial que eles tinham. Bill tinha Tom. Tom tinha Bill. E quem tinha Georg?
- Ninguém! – A voz de Mitz ecoou pelo quarto, fazendo Georg abrir os olhos. Ele reparou no vulto de um rapaz no cadeirão que existia a um canto do quarto. Ultimamente, o rapaz andava a persegui-lo intensamente aparecendo quando Georg menos esperava.
- Vai-te embora – a voz de Georg saiu por debaixo dos lençóis. Começava a sentir-se um pouco farto daquele rapaz irritante. Ele tinha sido simpático no princípio, mas agora já ultrapassava a fase incomodativa.
- Se eu for vais sentir a minha falta, sabes? – Sim, Georg sabia que era verdade. Mitz era quase a única pessoa com quem ele podia falar ultimamente. Era algo um pouco triste, realmente… falar com alguém que não conhecia de lado nenhum e que tinha aparecido do nada. No entanto, Mitz sabia tudo sobre ele. O que ele fazia apesar de ninguém estar a ver, o que ele sentia apesar de nunca ter contado nada a ninguém. Mitz sabia. E Georg tinha chegado a um ponto em que já não queria saber.
- Diz o que queres ou vai-te embora! Eu quero dormir… - Georg murmurou ainda deitado.
- Oh por amor de Deus! Não consegues dormir como deve ser há imenso tempo. Já pensaste em tomar alguma coisa? – Mitz levantou-se do cadeirão onde estava e Gerog sentiu-o a sentar-se na cama.
- Não resulta… - Georg disse agora de olhos abertos. A cabeça dele ainda estava debaixo dos lençóis apenas porque estava quentinho ali dentro. – Nunca sei quando estou acordado ou a dormir. Às vezes penso que estou a dar um concerto, quando afinal estou a comer… outras penso que estou em casa, quando estou no tour bus! Às vezes penso que estou a ficar louco… - Georg murmurou.
- Isso chama-se insónias! E… toda a gente é um pouco louca hoje em dia, não te preocupes em relação a isso! – Mitz soltou uma gargalhada um pouco maquiavélica, a que Georg ainda não se tinha habituado fazendo os seus pelos dos braços eriçarem-se.
- Pois, talvez... não sei... a única coisa que eu tenho a certeza é que esta coisa de não conseguir dormir está a matar-me! – Com um pouco de timidez, Georg começou a puxar os lençóis para baixo deixando os seus olhos a descoberto. Mitz estava mesmo em frente a ele, o seu cabelo outrora loiro estava agora completamente rapado. Usava uns óculos verdes em forma de “O” que escondiam os seus olhos intensamente verdes (Georg achava aquele tipo de verde algo sobrenatural). O seu famoso casaco de pelo branco que lhe dava pelo meio do tronco, e que começava a ficar um pouco sujo, escondia a camisola de alças laranja floruscente.
- Porquê tão tímido, Listing? – Mitz perguntou olhando para Georg. Ou pelo menos, para aquilo que se via do baixista.
- O que é que fizeste ao teu cabelo? – Georg inquiriu. Era quase a única coisa que Georg gostava de ver em Mitz. O seu sentido de estilo era algo... anormal.
- Cortei-o. Gostas? – o outro rapaz sorriu provocadoramente e Georg sentiu o seu estômago a dar voltas.
- Como queiras... – Georg murmurou.
- O que é que queres fazer agora? – Mitz indagou começando a saltar em cima da cama.
- Umh? – Georg sentou-se na cama e cruzou os braços seguindo Mitz para cima e para baixo com o olhar.
- O que é que queres fazer? Este é o teu sonho por isso podes fazer o que quiseres!
Georg largou um bocejo e fechou os olhos. Ele estava tão cansado...
- Como é que isto pode ser o meu sonho? – ele disse – Se eu estivesse a sonhar, com certeza que não sonhava contigo!
Ao mesmo tempo que Georg dizia estas palavras, o quarto de hotel começava a mudar de forma. Quando ele abriu os olhos de novo, o som das ondas e a areia branca de uma praia deserta rodeavam-no.
- O que é que acabou de acontecer? – Georg disse para si próprio, sentindo a areia a penetrar por entre os dedos dos seus pés.
Mas Mitz não lhe respondeu. Tanto quanto Georg sabia ele estava completamente sozinho, onde quer que ele estivesse.
Em vez de ouvir uma resposta há sua pergunta, Georg ouvia pequenas risadinhas vindas de uma cabana não muito longe dali. Andar na areia pareceu-lhe extremamente díficil durante uns momentos. Ele estava tão cansado que até meter um pé há frente do outro lhe parecia impossível. Contudo, conseguiu chegar em menos de um minuto há porta da cabana. O interior era todo em madeira e bem iluminado e no meio, uma rapariga com cabelo espesso loiro e um vestido largo recebia-o com um sorriso.
- O que é que estás a fazer aqui tão tarde, hobbit? – A rapariga quis saber.
Georg, no entanto, não conseguiu dizer nada. A resposta à pergunta da rapariga encontrava-se na ponta do seu pénis, agora completamente erecto.
Ele avançou sobre ela, empurrando-a contra a parede, e os seus lábios entraram em contacto com os dela. Georg achou estranho sentir os lábios cor-de-rosa da rapariga algo frios. E achou ainda mais estranho o facto de a rapariga estar a protestar com forte pontapés e murros. Não era suposto este ser o seu sonho? “Os meus sonhos são estranhos”, ele pensou em forma de consolação.
Ele agarrou-a pelo pescoço e virou-a ao contrário, penetrando-a com o seu pénis duro. A rapariga deixou soltar um pequeno grito, mas rapidamente se calou.
Quando Georg acabou com ela, a rapariga deitou-se no chão e não se levantou mais.
O baixista acordou com o eco do grito de Bill.
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MensagemAssunto: Re: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   Sab Fev 14, 2009 3:35 pm

Kiss Me


Gustav tinha acabado de desligar o telemóvel. A namorada dele era a única que o conseguia manter são quando estava em tour.
Ele sempre tinha sido o mais calado. Não porque não gostasse de socializar, mas porque quase ninguém reparava nele. Era mais interessante observar do que falar.
Ele observava os sorrisos e os olhares entre os gémeos. Ele ouvia as conversas que a maior parte das pessoas parecia ignorar. Gustav sabia de coisas que provavelmente iriam por muitas fãs em risco de suícidio.
Ele ainda se lembrava do princípio... quando eles os quatro ainda eram os melhores amigos e a banda era mais conhecida por Devilish. Georg ainda não tinha entrado na banda e era aquele miúdo magrinho, Patrick ou seja qual fosse o nome dele, que tocava baixo. Aquele miúdo na altura estava mais preocupado em ter boas notas do que em tocar baixo e decidiu sair da banda. E foi quando Gustav convidou Georg a juntar-se a ele e aos gémeos. Tudo tinha começado com uma brincadeira... Bons momentos, aqueles. Depois, a carta da Sony chegou. A Editora tinha decidido chegar ao fim do contrato e eles tinham decidido acabar com a banda. Duas semanas depois, David Jost apareceu, qual salvador. Os Devilish passaram a Tokio Hotel em menos de um mês. A “Durch Den Monsun” foi rapidamente escrita por Jost e Peter Hoffman e o resto é história.
Gustav acreditava que tinha sido todo aquele sucesso repentino que os tinha estragado. Tinha começado com o Bill, a pequena princesa da banda. As exigências dele passaram de um simples água com gás para um maquilhadora e uma assistente pessoal. Tom foi o seguinte. Só podia sair com chapéus de marca e que combinassem com a roupa. Georg, depois de um pequeno alisador de Bill ter aparecido magicamente, não podia aparecer em público sem primeiro ter os seus produtos de cabelo da L’ORÉAL. O baterista parecia ser o único com os dois pés assentes na terra. Só pedia o mínimo. As roupas eram quase todas oferecidas pelos patrocinadores por isso não gastava grande dinheiro sem ser em CD’s ou viagens.
Embora eles ainda fossem amigos, a amizade parecia ser apenas um entrave aos desejos de cada um. Gustav sabia. Por vezes, pensava que talvez as outras pessoas sabiam que ele sabia. Mas nada acontecia e Gustav continuava a observar aquilo que se passava há volta dela como se fosse um qualquer espectáculo de má qualidade. Às vezes dava-lhe pesadelos... Era psicologicamente cansativo.
Tinha começado como sempre começava. Os gémeos estavam a discutir. Bill tinha ciúmes por Tom andar sempre em discotecas sabe-se lá a fazer o quê e com quem quando deveria estar a fazer companhia ao irmão. Tom defendia-se dizendo que Bill não tinha nada haver com aquilo que ele fazia ou deixava de fazer. Eles estavam em Praga, ou algo do género... Georg tinha saído do hotel e andava provavelmente há procura de alguém para o satisfazer. Gustav estava embrenhado na leitura de um livro que alguém lhe tinha recomendado. “Adeus, Minha Concubina1”! Sim, era esse o nome do livro... por alguma razão, enquanto estava a ler o livro, Gustav conseguia ver as semelhanças entre as personagens do livro e os gémeos. Ele ainda conseguia ouvir os berros de cada um e coisas a caírem ao chão. Xiao Shitou era obviamente Tom. Forte, psicologicamente estável, masculino. Xiao Douzi era Bill. Um pouco mais fraco mas perfeccionista, dependente, feminino. Embora as personagens principais do livro nunca se envolvem-se sem possuírem uma grande amizade um pelo outro, era profundamente notório de que a admiração que Douzi possuía por Shitou se confundia muitas vezes com amor. E a tensão sexual que existia entre os dois era sempre vísivel nas páginas do livro. Foi, enquanto lia o livro, que Gustav reparou o quanto aquelas palavras ali escritas lhe lembrava a relação dos gémeos. Quando ele se apercebeu o barulho entre eles os dois tinha terminado, Gustav fechou o livro e não pensou mais no assunto até à manhã seguinte.
Foi há hora do pequeno-almoço que Gustav reparou nos sorrisos que Bill mandava a Tom e nos olhares incrivelmente secretos com que o guitarrista lhe respondia. A princípio pensou que era só imaginação... mas com o passar do tempo as coisas que os gémeos faziam entre eles começaram a parecer bastante mais esclarecedoras. Gustav ainda pensou em ir falar com ele e convencê-los que aquilo que eles estavam a fazer era errado, que ninguém iria aceitar aquilo e que muito provavelmente aquilo iria ser o fim da banda. Mas, apesar de tudo, eles os dois pareciam felizes assim... e Gustav não teve coragem de dizer uma palavra sobre o assunto. A ninguém.
Georg, contudo, parecia ser um assunto um pouco mais preocupante do que os gémeos andarem a ter relações incestuosas. Embora fosse o mais velho, era muitas vezes levado por sentimentos espontâneos. Por vezes, era apanhado a sair do hotel para vaguear durante a noite pela cidade onde eles se encontravam. Gustav até concordava com aquilo, não fosse o baixista querer ir de boxers e com um ténis diferente em cada pé. Ultimamente, Gustav tinha reparado que Georg andava a falar regularmente sozinho. Quando lhe perguntava com quem é que ele falava, Georg encolhia os ombros e sorria. O que é que Georg andasse a fumar de estranho, Gustav tinha a certeza que não queria nada daquilo. Era demasiado assustador! O baterista, às vezes, também reparava no ar alienado que o olhar de Georg parecia transparecer. Era como se ele estivesse ali fisicamente, mas não psicologicamente.
Era com estes pensamentos, com aquilo que Gustav via todos os dias, que ele adormecia há noite perguntando-se o que lhe esperava no dia seguinte. E desta vez, ele nem sequer conseguia imaginar que aquilo que ele temia estava mais perto do que sempre.

1 “Adeus, Minha Concubina” é um livro de Lillian Lee sobre dois rapazes da China dos anos 20-70. Começa quando um deles, Douzi é mandado para a Escola de Artes do Mestre Guan. A partir daí, ele conhece Shitou e depois de um início conturbado eles tornam-se amigos. Douzi é sempre ensinado a comportar-se como uma menina para protagonizar as Óperas de Guan e o contrário acontece a Shitou, que fica sempre com os papéis masculinos. É um livro pequeno e fácil de ler, por isso aconselho a quem não acha muita piada a ler livros grandes. É também um filme que ganhou o Globo de Ouro para Melhor Filme Estrangeiro em 1993.
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MensagemAssunto: Re: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   Sab Fev 14, 2009 3:36 pm

Kill Me


Tom acordou com o som do telemóvel a vibrar. O seu nariz tocou mais fundo na almofada tentando esquecer que aquele era o toque de despertar. O cheiro de champô de Bill chegou-lhe às narinas quase instantaneamente. Abriu os olhos para ver o irmão a dormir profundamente ao seu lado. Não havia nada no mundo que os pudesse separar. Tom ainda se lembrava do dia em que tudo tinha começado. Eles estavam em Magdeburgo e tinham discutido mais do que nunca. Tom não conhecia dormir e ouviu os barulhos dos passos de Bill do outro lado da porta. Continuando com os olhos fechados, ele sentiu o irmão a entrar dentro da cama dele e rapidamente os braços de Bill abraçaram-no. Ele tentou lutar contra a erecção momentânea, mas não conseguiu. Num instante, os lábios dele tocaram timidamente nos de Bill. Eles não falaram sobre o que se passou no dia seguinte e tanto Simone como Gordon pensaram que se devia há enorme discussão que eles tinham tido. Na noite seguinte, Bill voltou a entrar na cama de Tom. Eles tentaram lutar contra o que sentiam, mas não conseguiram por muito mais tempo. Admitindo que aquilo que sentiam um pelo o outro era aquilo que os unia, decidiram esconder aquela relação de toda a gente. Inventaram as personagens que davam a conhecer aos fãs e à imprensa, só para terem a certeza que ninguém desconfiava de nada. Tom era o mulherengo sempre à procura de uma rapariga que pudesse provocar. Era extremamente simples para ele, conseguir com apenas algumas palavras, pôr uma rapariga excitada. Bill, por outro lado, era o tímido, aquele que acreditava no verdadeiro amor. O verdadeiro “Príncipe Encantado” com uma atitude glam-rock.
Quase todas as noites, Tom ia ter com Bill e de cada vez que o corpo dele tocava no seu, o seu coração disparava como se fosse a primeira vez.
Pegando na camisola que usava debaixo da outra camisola, enfiou-a pela cabeça rapidamente e meteu as calças largas em cima do ombro. Aproximou-se da testa do irmão e beijou-a docemente.
- Amo-te – Tom murmurou.
Quando ele se começava a afastar da cama, sentiu alguma a encravar-se entre a pele. Os pequenos pedaços do espelho partido faziam-lhe aberturas no pé e ele conseguia sentir o sangue a sair.
- Merda! – ele disse, tentando queixar-se o mais alto que podia sem acordar Bill. O rapaz de cabelo negro virou-se na cama como se nada fosse.
Andando em pontas de pés, mas sentindo de vez em quando um ou outro pedaço de vidro e enfiar-se na carne, chegou junto da porta do quarto e viu, há luz da lua que entrava pela janela, pequenas gotas escuras que vinham provavelmente dos seus pés. Abanou a cabeça, não querendo acreditar que quando chegasse ao seu quarto iria ter que arrancar dos pés pequenos pedaços de vidro. Vestiu a camisola que trazia ao ombro. Sem ter encontrado as calças que tinha vestido na noite anterior, a camisola xxl parecia mais um vestido. As rastas dele iam soltas e pequenas madeixas de cabelo caíam-lhe para os olhos.
Abriu a porta devagarinho para retomar ao quarto dele. O corredor do hotel estava vazio e Tom relembrou-se que eram cinco da manhã e provavelmente toda a gente estava a dormir.
Ia a meio caminho do quarto quando ouviu uma porta a abrir e imediatamente sobressaltou-se. Toda a equipa da banda estava naquele andar. Como é que ele ia explicar porque é que andava meio nu pelos corredores do Hotel? Sonambulismo? Talvez ele tivesse encontrado alguma rapariga durante a noite e tivesse passado a noite com ela! Sim, isso parecia-lhe bastante credível. Pelo menos, um pouco mais credível de que um roubo repentino no meio de um corredor de Hotel às cinco da manhã...
Georg andou para ele e Tom notou que o baixista parecia com bastante dificuldade em pôr um pé há frente do outro. Era como se alguém o obrigasse a andar, como quando um bebé está a aprender a andar.
- O que é que estás a fazer aqui tão tarde, hobbit? - Tom inquiriu. Afinal eram cinco da manhã e tanto quanto ele parecia não era nada normal Georg andar por ali àquela hora.
Georg, contudo, não lhe respondeu. Apenas continuou a andar em direcção a ele como se ele não tivesse dito nada. A boca de Tom estava semi-aberta. Mas que raio se passava com Georg?!
O baixista andou em direcção a Tom e os lábios dele tocaram ferozmente nos do guitarrista.

~**~

O corpo de Tom foi encontrado por Bill quando o sol nasceu. Os olhos dele estavam abertos e no seu pescoço viam-se as marcas de estrangulamento. Gustav, Georg, Jost e Ebel acordados com o grito de Bill foram os seguintes a ver a mancha de sangue que saia da boca do guitarrista. Ninguém tinha visto nada, ninguém tinha ouvido nada.
Georg nunca mais se lembrou do sonho que teve e Mitz nunca mais lhe apareceu. Gustav acompanhou Bill para o hospital e limpou-lhe as lágrimas como se nunca tivesse conhecido a verdadeira relação entre os gémeos. Bill chorou sabendo que tinha perdido a pessoa que mais amava. As fãs choravam porque aquilo era o fim de uma parte da vida delas.

Mas cada uma delas seguiu a sua vida.

Cada um seguiu a sua vida.


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MensagemAssunto: Re: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   Seg Mar 02, 2009 12:26 pm

meu deus. isto está qualquer coisa de muito forte!
quero ver mais coisas tuas.
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MensagemAssunto: Re: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   Dom Mar 15, 2009 12:36 pm

Wow, loved it. What a Face
Está uma coisa meio estranha, o segundo capítulo está meio tresloucado, mas acho que era suposto ser assim. Adorei o capítulo que está centrado no Gustav, por acaso sempre o imaginei como o descreveste, não anti-social e tímido, mas sim observador e pensativo.
E sinceramente tenho muita pena que o Georg ainda não tenha sido visto a sair à rua de boxers e ténis de cores diferentes!

Mas pronto, adorei mesmo, espero ler mais fanfics tuas! Smile
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MensagemAssunto: Re: Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me   

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